Gestão de projetos

Olá pessoal, sobre o contexto de gestão de projetos gostaria de saber de vocês e compartilhar um pouco sobre a visão baseado na prática dessa área. Minha motivação aqui foi a aula 1, da playlist de “projetos de ecommerce” da semana 8. Na aula, Suzane traz uma explicação bastante realista e prática, embora o conteúdo seja teórico, visto que ela deixa claro que não existe um modelo perfeito a ser seguido, mas sim modelos que mais se adequam à realidade daquele projeto. Compartilho desse pensamento e tenho como essa fala um ponto chave do entendimento sobre o conteúdo. Entendo que metodologias clássicas não precisam ser deixadas de lado, substituídas por metodologias ágeis simplesmente por serem “atuais”. O esquema visual mostrado no final da aula permite um entendimento bem interessante. Nele é apresentado de forma intuitiva qual modelo pode ser mais adequado ao tipo de projeto. Quando há a necessidade de um prazo, quando existem entregas já conhecidas, ou seja, quando o cenário final é conhecido, o modelo clássico tende a ser mais adequado, que é o caso da implantação e migração de plataforma. Já quando o cenário final é meio nebuloso, com atividades que vão surgindo de forma dinâmica, metodologias ágeis se encaixam melhor, que é o caso das evoluções de plataforma e operações. Lembrando que o uso de uma não exclui o uso da outra, tendo ai o uso de metodologias híbridas.

E você, qual a sua opinião sobre esse assunto? Como você lida com os projetos atualmente (não necessariamente de ecommerce)?

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Olá Emmerson!

Tenho uma visão parecida com a sua, acredito que podemos fazer uma comparação com as próprias linguagens e tecnologias, não é interessante termos uma linguagem fixa e sim nos adaptarmos com a necessidade do projeto, da mesma forma, qual a vantagem de não ser flexível quanto a metodologia?

Sobre as aulas, fico desconfortável em dizer que projetos de implantação de ecommerce tendem a se sairem melhor com metodologias clássicas, devido a quantidade de adaptações que podem surgir, mas também não imagino como convencer um cliente a pegar um projeto sem um roadmap e prazo definido.

Abraços,

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Eu sempre ouvi do meu professor de Engenharia de Software que não existe modelo de projeto errado, apenas modelos que não se adequam ao propósito, que não geram o valor esperado (entenda valor como benefício ao cliente) ou que nao são tão eficazes e eficientes ao desenvolvedor.

Eu lembro muito quando ele explicava sobre o modelo em cascata, que basicamente é um modelo em existem fases muito bem definidas que poderiam apenas serem avançadas quando a anterior encerrasse. Esse modelo não permitia alterações pelo cliente e “travava” o processo, por não haver comunicações entre as fases. Eu lembro que eu o questionei do pq ainda usarem esse modelo ainda hoje, e ele me disse que em uma equipe pequena e com um projeto muito pequeno, pq eu usaria algo complexo para fazer algo simples?

Aí eu parei pra pensar e é realmente isso. Claro, há modelos que são mais utilizados, mas todos tem seu valor :smiling_face_with_three_hearts::honeybee:

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Legal @guitavano, realmente dá pra fazer esse paralelo. No fim das contas a resposta será “depende”.
Uma coisa que achei legal tbm na aula, foi no final quando ela diz que o ideal para o gestor de projetos (principalmente de ecommerce, mas estendendo para outras áreas) não é se prender à metodologia, mas sim desenvolver a habilidade de olhar para o cenário e saber qual o caminho deve ser seguido. É bem intuitivo, mas nem sempre aplicável. Justamente como @LeonaVelfor bem disse também: todos os modelos possuem seu valor, desde que sejam aplicados de forma adequada.
Obrigado por colaborarem com o post.

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